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Você já ouviu falar no João das Balas?

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09/10/2021 às 17h05
Por: Redação Fonte: Redação
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Você já ouviu falar no João das Balas?

João das Balas foi uma figura bastante conhecida na nossa cidade. Seu carisma fez com que ele se tornasse uma das figura folclóricas mais expressivas de São Borja.

João Adão Batista Antunes era o verdadeiro nome de João das Balas. Conhecido pela sua forma diferenciada de oferecer as balas puxa que a mãe de criação,  Dona Chininha fazia. De longe se ouvia o João gritando: "Olha a bala puxa!".

Na rua, com a criançada, ele fazia a festa. Mais distribuía balas gratuitamente do que vendia. Às vezes atirava para o alto, em outras entregava nas mãos. 

Na entrada do antigo cinema Variedades, chamava de padrinhos e madrinhas os homens e as mulheres que lá encontrava.

Seu jeito simples e brincalhão fazia com que todos tivessem um carinho imenso por ele. No final do dia, João sempre retornava para casa, onde Dona Chininha estava a preparar as balas, derretendo o açúcar no fogão, sempre na mesma hora e sempre na mesma panela.

A bala tinha um sabor inexplicável. Era um segredo guardado a sete chaves. Sempre havia curiosos tentando descobrir a receita das tão saborosas bala puxa. 

Muitos associavam o resultado a uma colher de prata que era usada para não deixar o açúcar grudar no fundo da panela. Outros acreditavam que o jeito de sovar a massa é que dava o efeito especial. Mas o que todos tinham certeza é que tudo era feito com muito amor. 

João gostava bastante de sua rotina, mas às vezes saía para descontrair. O lugar preferido era a costa do rio, onde pescava peixes que ele mesmo depois preparava. 

Nessas ocasiões, a criançada sentia bastante falta dele. O procuravam por todos os cantos; mas no outro dia, cedinho, lá retornava João com uma lata cheia de balas,  para a alegria de quem lhe esperava. 

Certa vez, durante uma de suas aventuras de pescador, João sofreu uma crise epilética, caiu na água e se afogou. A cidade chorou. Seu legado ficou. A história está registrada em reportagem especial da Folha de São Borja e no livro de Gladenir Jaques, voltado ao público infanto-juvenil.

Foto: Facebook/Fotos Antigas SB

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