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Com uma admiração por Pablo Escobar, traficante de São Borja é preso na Argentina

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01/10/2021 às 20h48 Atualizada em 02/10/2021 às 10h45
Por: Redação Fonte: El territorio/ Primeira Edicion/ Clarín
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Com uma admiração por Pablo Escobar, traficante de São Borja é preso na Argentina

Eike Conrad Dubal, natural de São Borja de 25 anos, condenado há  seis anos e meio de prisão no estado do Rio Grande do Sul por tráfico de drogas.  Passando a estar foragido em 2019, quando em uma das suas  saídas no regime semiaberto,  não retornou para o Presídio  e a Justiça decretou sua prisão. 

Dubal - que também tinha ligações com gangues mexicanas - apareceu no radar das autoridades argentinas há vários anos, quando era associado a uma gangue que contrabandeava mercadorias pelo rio Uruguai, em Corrientes. A essa altura, o jovem já havia largado o curso de medicina em uma universidade particular de São Tomé para se aventurar no mundo do crime.

Sua dedicação às redes sociais, onde possui inúmeras contas que apenas seus seguidores acessam, o colocou de volta na mira dos investigadores.  Lá eles descobriram que ele foi fotografado com grandes quantias de dólares, pacotes de maconha ou cocaína, armas de alto calibre e até mesmo com pilotos de aeronaves que têm mandado de prisão internacional por transporte de drogas da Bolívia para a perigosa quadrilha brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC).  Sua ostentação também o levou a rifar milhares de dólares entre seus fãs nas redes sociais.

Como algumas fotos e vídeos que publicava  poderiam lhe causar problemas jurídicos, ele optava por esconder o rosto com adesivos.  Mas a enorme caveira que ele tatuou em um de seus braços e os símbolos das cartas de pôquer: espada, coração, diamante e trevo em seus dedos lhe revelavam sua identidade. 

Dubal não escondeu sua admiração pelo temido Pablo Emilio Escobar Gaviria, fundador do cartel de Medellín.  Ele até viajou para a Colômbia para visitar a Fazenda Napoles e estabeleceu laços com um sobrinho do traficante, Joaquín “Chapo” Guzmán, com cuja organização também contactou e até participou na distribuição de dinheiro e  droga.

De sua incursão em terras colombianas, Eike começou a aumentar sua exposição nas redes sociais, onde ostentava seus vínculos até com o Cartel de Sinaloa.  Nesse país, ele postou fotos a bordo de um Lamborghini  e até com um filhote de tigre. Do México, ele também fez um show para seus seguidores, mostrando como escapou enquanto a Polícia se preparava na calçada para invadir o apartamento onde ele estava hospedado.  Em tom de gozação, postou “que nervosismo, vieram fazer uma serenata para mim”.

Esse procedimento fez com que Dubal deixasse de viajar a esses países no ano passado, mas ele continuou seus laços com organizações entre o Brasil e no Paraguai. No meio da pandemia, ele se instalou em Posadas e abriu uma lanchonete no centro da cidade.  “Ele ia bem, tinha até quatro funcionários, todos de preto”, disse um dos agentes que seguiu seus passos na capital missionária.

Há duas semanas, o agora detido embarcou em um avião com destino a Buenos Aires, ostentando em suas redes sociais que estava  apostando no cassino e depois em San Clemente del Tuyú.  Nesta sexta-feira, quando chegou a Posadas, estavam à sua espera agentes da Polícia de Segurança Aeroportuária, da Divisão de Investigações do Nordeste do Interior ao Tráfico de Drogas (AFIP-Alfândega) e do Grupo Operativo Conjunto do NEA, que o algemaram antes de descer.

Assim que as autoridades argentinas informaram ao Brasil que haviam localizado o foragido daquele país, foi enviado o mandado de prisão internacional à Interpol.  Com esse pedido - já em andamento há duas semanas - foi aberto um processo no Ministério Público Federal de Posadas, que ordenou a prisão de Dubal para sua posterior extradição. Os investigadores encontraram 230.000 pesos em dinheiro e 200 dólares em sua bagagem.  Além disso, dois celulares que agora serão avaliados.

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