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Apicultor de Santa Rosa se prepara para agroindustrialização do mel

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01/09/2021 às 22h27 Atualizada em 02/09/2021 às 09h28
Por: Redação Fonte: Redação
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Apicultor de Santa Rosa se prepara para agroindustrialização do mel

Empreendedor de Santa Rosa, Ivamar Grings, do bairro Central, está concluindo a formalização da Agroindústria de mel, Apicultura e Casa do Mel Grings. O apicultor realizou o cadastramento do empreendimento no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf-RS), da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), executado pela Emater/RS-Ascar. Com isso, recebe assessoramento para a formalização, legalização e inserção dos produtos no mercado. Também conta com o apoio do Sistema de Inspeção Municipal (SIM) e da Secretaria Municipal de Agricultura, sendo que está em processo para conquistar o Alvará Sanitário.

O interesse pelo mel surgiu há aproximadamente 20 anos, quando lhe foi recomendado o consumo para amenizar a constante infecção de garganta. Foi então que passou a criar abelhas sem ferrão da espécie Jataí. Com o tempo, segundo Grings, o que era necessidade virou hobby e foi conhecendo outras espécies existentes na região. “Como já tinha uma ideia básica de manejo, comecei com a criação de abelhas Apis, há uns 10 anos, produzindo para consumo próprio. Aos poucos, fui aumentando o número de colmeias, ao ponto de sobrar para venda, e com a demanda crescente fui reinvestindo em mais colmeias e equipamentos”, relata.

Com a produção crescente e o grande número de produtores informais disputando o mercado regional, o volume produzido já não suportava a venda informal. Para ampliar o mercado, tornou-se necessário legalizar a produção. “Recebi grande apoio, orientações e incentivo principalmente da Emater, do amigo Guilherme Dahmer, o qual comprou a ideia e não mediu esforços para a conclusão deste projeto. Fui muito bem assessorado também, pelos fiscais sanitários da prefeitura municipal de Santa Rosa, principalmente do médico veterinário Lucas Thomas”, afirma ao lembrar também do empenho do Sicredi, que viabilizou a disponibilidade de crédito para a efetiva implantação da agroindústria.

Como foco na criação de Apis Mellifera, mais conhecida como abelha africanizada, possui também, colmeias de espécies Jataí, Mirins, Boras, Canudos e Mandaçaia. Atualmente a capacidade de produção dos apiários está em aproximadamente 3 mil kg/ano, com estimativa de ultrapassar os 5 mil kg em dois anos. Já a agroindústria dispõe capacidade para processamento de 4 mil quilos mensais e, pensando no aproveitamento da capacidade ociosa, poderá executar a colheita e processamento do mel de outros apicultores, que por falta de tempo e/ou equipamentos, queiram realizar a parceria com a agroindústria.

Beneficiamento

O êxito na produção e beneficiamento do mel inicia pelo correto manejo já no campo, com uma colheita utilizando boas técnicas de produção e higiene.

Chegando à agroindústria, o mel coletado é extraído dos favos, por meio de uma centrífuga, o qual retira apenas o mel, sem comprometer os favos, que, por sua vez, poderão ser reutilizados nas colmeias. Passa então pelo sistema de filtros, eliminando alguns resquícios de cera e outros.

“Por meio de bombas, é encaminhado para o homogeneizador, que mistura os diferentes méis, deixando-os com cor, sabor e consistência homogênea. É então armazenado em decantadores, por aproximadamente 48horas, a fim de eliminar bolhas decorrentes do processo”, explica Grings, que busca qualificação constante para aprimorar as diferentes etapas.

 “Após este processo, o mel será embalado e encaminhado ao consumidor final. Inicialmente no mercado municipal, já que por hora terei apenas o SIM”.

Com a legalização do empreendimento, a intenção é fornecer o produto para mercados e estabelecimentos que utilizem este ingrediente como matéria prima, a exemplo de padarias e confeitarias. Conforme o volume produzido, existe ainda a possibilidade de participar de licitações de merenda escolar.

Avanço na formalização de agroindústrias

A agroindustrialização tem crescido a passos largos nos últimos anos em Santa Rosa, como forma de agregação de valor ao produto e inserção em novos mercados, entre eles, os institucionais por meio de programas como o de alimentação escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Santa Rosa possui hoje 28 agroindústrias legalizadas, sendo o quarto município do Estado com o maior número de empreendimentos formalizados desta natureza.

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