Sexta, 17 de Setembro de 2021
15°

Céu encoberto

São Borja - RS

Governo Portal Fronteiriço

Assembleia Legislativa do RS aprova privatização da Corsan

Projeto recebeu 33 votos favoráveis e 19 contrários. Governo justifica que Companhia Riograndense de Saneamento não tem capacidade para cumprir metas da legislação nacional sobre fornecimento de água e tratamento de esgoto.

01/09/2021 às 09h29
Por: Redação
Compartilhe:
Assembleia Legislativa do RS aprova privatização da Corsan

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, nesta terça-feira (31), o projeto de privatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). Foram 33 votos favoráveis e 19 contrários, sendo necessários 28 para aprovação.

o Executivo estadual pode vender suas ações, perdendo controle acionário majoritário sobre a companhia. O governo projeta o leilão da Corsan para o primeiro trimestre de 2022, quando abre a janela de negócios da bolsa de valores.

Após a votação, o governador Eduardo Leite (PSDB), comemorou o resultado, dizendo que era uma votação "histórica". O político disse que, sob controle privado, o serviço receberá mais investimentos e será mais ágil.

"Ela [a Corsan] não tem fôlego e não tem capacidade, nem financeira, nem de agilidade, para oferecer o que é demandado, o que é contratado. Diante do novo Marco Regulatório, se impõe ao estado o encaminhamento para a privatização", afirmou.

O presidente da Corsan, Roberto Barbuti, pediu que o servidores da companhia se "engajem" no processo. O governador Eduardo Leite ressaltou que, com a entrega do controle da empresa para a iniciativa privada, o estado o quadro pessoal ficará sujeito às políticas do novo gestor.

A proposta foi anunciada no dia 18 de março por Leite. Em junho, houve a derrubada de lei que exigia um plebiscito para efetuar a venda da estatal, além de Banrisul e Procergs. O projeto de privatização foi enviado ao Legislativo em julho.

O Palácio Piratini justifica a privatização, alegando que, sob controle público, a Corsan não teria capacidade para cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento, sancionado em 2020 pelo governo federal.

A lei exige que, até 2033, as empresas garantam 99% do tratamento de água e 90% do tratamento de esgoto. Atualmente, a Corsan oferece água potável para 97% das áreas urbanas. No entanto, apenas 17% dessas áreas são conectadas a uma rede de esgoto.

No anúncio da proposta, em março, o governador Eduardo Leite reconheceu que a decisão contraria uma promessa feita por ele durante as eleições de 2018. O chefe do Executivo afirmou que a mudança da legislação tinha provocado sua mudança de posicionamento.

Em 2020, a Corsan obteve receita líquida de R$ 3,2 bilhões e lucro líquido recorrente de R$ 480 milhões, segundo relatório da administração. O governo aponta a necessidade de investimentos superiores a R$ 10 bilhões para atender a demanda da empresa, enquanto o plano de despesas de capital prevê investimento anual de R$ 1 bilhão.

A empresa, fundada em 1965, tem quase 5,7 mil empregados e atende pouco mais de 300 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias