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Julho Amarelo: Mês de conscientização contra as hepatites virais

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14/07/2021 10h17Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
Fonte: Terra/ Rol News
Reprodução
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O mês de julho é dedicado a conscientização das hepatites virais, inflamações causadas por vírus classificados pelas letras A,B,C,D (Delta) e E que podem estar relacionadas ao uso de medicamentos, álcool, drogas, doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.

Muitas vezes essas enfermidades, principalmente as hepatites B e C, não manifestam sintomas na fase inicial e acabam por exigir cuidados imediatos de forma a melhorar o prognóstico em relação à doença. 

O diagnóstico precoce é fundamental, bem como a vacinação para as hepatites virais, "A" e "B", por exemplo. Segundo o Dr. Felipe Borges, gastrocirugião da Gastrofig o maior número de casos são da hepatite A, que está relacionada a falta de saneamento básico e higiene. Em seguida, a hepatite B, que atinge em maior proporção de transmissão por vias sexuais e contato sanguíneo. A hepatite C, tem como sua principal forma de transmissão o contato com sangue e ela é a principal causa de transplantes de fígado, capaz de causar cirrose e câncer.

Já a hepatite tipo D, é causada pelo vírus (VHD), e ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. E seguindo a sequência do alfabeto, a hepatite E é causada pelo vírus (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral).

Os diagnósticos das hepatites podem ser feitos pelo exame de sangue, com testes de sorologia específico. O médico alerta que os sintomas nem sempre aparecem, mas quando surgem geralmente o indivíduo sente cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

"A prevenção é sempre o melhor remédio, mas para cada tipo de hepatite existe um tratamento específico. Quanto antes for diagnosticada melhor será a resposta aos tratamentos existentes", ressalta o especialista.

A campanha "Julho Amarelo" foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.802/2019, com o objetivo de reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. No Brasil, as mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, mesmo que com menor frequência, os vírus das hepatites D (mais comum na região Norte do país) e E,  menos presentes no Brasil. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para todos os tipos, independentemente do grau de lesão do fígado.

"A falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso, a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste, gratuitamente em qualquer posto de saúde e, em caso de resultado positivo, façam o tratamento que está disponível na rede pública de saúde", finaliza o Dr. Felipe Borges, gastrocirugião da Gastrofig. 

Estima-se que cerca de 71 milhões de pessoas estejam infectadas pelo vírus da hepatite C em todo o mundo e que cerca de 400 mil vão a óbito todo ano, devido a complicações dessa doença, principalmente por cirrose e carcinoma hepatocelular.

O Ministério da Saúde estima que 0,7% da população entre 15 e 69 anos no Brasil teve contato com o vírus da hepatite C, que corresponde a aproximadamente 1 milhão de pessoas.

Desses, estima-se que quase 700.000 pessoas tenham a doença e necessitam de acompanhamento e tratamento.

Conheça um pouco de cada hepatite viral:

– Hepatite A: tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e se cura sozinha. Existe vacina.

– Hepatite B: é o segundo tipo com maior incidência; atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.

– Hepatite C: tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado. A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte. Não tem vacina.

– Hepatite D: causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

Meios de transmissão do vírus:

• Transfusão de sangue e uso de drogas injetáveis.

• Hemodiálise.

• Acupuntura, piercings, tatuagem, manicures, barbearia, instrumentos cirúrgicos.

• A prática do uso de droga inalada com compartilhamento de canudo também pode veicular sangue pela escarificação de mucosa.

• Relacionamento sexual.

• Transmissão vertical e aleitamento materno.

• Acidente ocupacional.

• Transplante de órgãos e tecidos.

Existe um número de telefone (0800 882 8222) em que os brasileiros podem tirar dúvidas, inclusive sobre onde realizar testes que detectam a hepatite, disponíveis na rede pública.  E se o resultado der positivo, o paciente será encaminhado por um serviço público de saúde para iniciar o tratamento.

O diagnóstico das hepatites B e C, hoje, é oferecido gratuitamente em todas as unidades de Estratégia de Saúde da Família nos bairros, no CEMAE, anexo a Secretaria de Saúde e no SAE, que fica localizado na Avenida Presidente Vargas 2389, em São Borja, através de testagem rápida, que utiliza apenas uma gota de sangue da ponta do dedo e que o resultado fica pronto torno de 15 minutos.

 

 

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